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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Alter Bridge - Fortress


Salvando a Lavoura!!

Nota: 10

Antes de falar deste álbum uma rápida aulinha de história, o Alter Bridge surgiu em 2004 com a pausa da banda Creed, que fez muito sucesso na virada da década passada, o novo grupo era formado pelos mesmos integrantes do Creed, com exceção do vocalista Scott Stapp substituído pelo então desconhecido Myles Kenedy, ex vocalista da não menos conhecida banda The Mayfield Four. No mesmo ano lançaram o álbum One Day Remains que ainda trazia ecos do som comercial e chiclete  popularizado pelo Creed, mas também ja trazia a raiz do que vem a ser o atual som da banda, em faixas com "Find To Real" e "Metalingus" por exemplo. Em 2007 veio o segundo e aclamado álbum "Blackbird", considerado o melhor disco da banda, com uma sonoridade mais trabalhada, melódica e apontando para o metal alternativo. O terceiro álbum da banda, AB III de 2010 segue a mesma frequência, porém não teve o mesmo impacto que o anterior. De lá pra cá a banda fez uma pausa, Myles Kenedy virou vocalista e braço direito do guitarrista Slash, fazendo turnês e lançando discos inclusive, os outros integrantes se dividiram em outros projetos, o guitarrista Mark Tremonti lançou o de maior destaque, um disco solo espetacular no ano passado, e após tudo isto a banda se reuniu novamente no inicio deste ano para gravar este quarto disco.

Pois bem, lançado no último dia 30 na Europa o álbum Fortress deve destronar o Blackbird da posição de clássico da banda, apontado e aclamado pela mídia internacional o álbum é tido como um acalento e oasis para os sofridos fãs de rock e metal. O disco traz a banda reunida novamente e em perfeita sintonia, fazendo um som capaz de agradar até o mais exigente "headbanger". Tremonti e Myles consolidam umas das mais bem sucedidas parcerias do rock nos últimos tempos. As 12 canções do disco soam poderosas, consistentes e matadoras, ouvi-las repetidas vezes é um deleite para qualquer fã de boa música.

Fica difícil destacar alguma música, o mais correto seria um faixa a faixa, mas tentarei ser breve nos comentários, e não deixar o lado fã influenciar, "Cry of Achiles" começa calma e diferente com um dedilhado de violão clássico, e após uns 30 segundos a guitarreira pega e logo entram os vocais únicos de Myles, ótima e longa faixa de abertura, não poderia começar melhor, segue o single "Addicted to Pain", visceral e porrada, a banda não poderia ter escolhido faixa melhor para single. Sem tempo para respirar entra uma das melhores faixas que a banda já compôs, "Bleed It Dry", pesadona e com um dos melhores refrões do álbum tem tudo para virar um clássico. Só na quarta faixa a tempo para tomar um fôlego, aparece a pseudo balada "Lover", não se enganem com os versos sussurrados de Myles no inicio da música, ela é muito mais do que uma faixa lenta, "Lover" é a balada mais pesada e densa que a banda já produziu, foi a grande surpresa do disco para mim, não esperava muito desta faixa antes de escutar o álbum. "The Uninvited" e "Peace is Broken" trazem de volta o som acelerado do disco, com destaque para o forte poder comercial da segunda, a coisa parece que vai dar uma acalmada na bela "Calm de Fire", com Myles cantando de forma delicada, quase lirica, com o passar dos segundos vai entrando um som meio eletrônico, e quando tu acha que coisa vai degringolar entre a guitarra de Tremonti trazendo a música de volta pro disco, o resultado final mantém a média lá em cima do disco. "Water Rising" é outro destaque do álbum, trazendo os vocais do guitarrista Tremonti e participação de Myles apenas no refrão, alias um senhor refrão, explosivo e destruidor. "Cry a River" e "Farther Than The Stream" fazem uma dupla peso pesado e nos levam até parte final do álbum. Agora sim, a balada "All Ends Well" da uma adoçada no disco, sendo a única faixa a trazer lembraças da outra banda dos caras, a faixa que poderia tocar em qualquer rádio sem machucar os ouvidinhos do público abre caminhos para a épica faixa de encerramento, "Fortress" que em quase 8 minutos une todas as qualidades da banda, fico com a imprensão que a faixa tem para este álbum o mesmo valor que a faixa "blackbird" tem para o álbum homônimo de 2007.

Depois de pouco mais de 1 hora de duração o sentimento é só um, direcionar o player para a primeira faixa e iniciar a viajem novamente, e repetir e repetir. Me parece que o álbum do ano para este blog acabou de ser coroado, sem mais.




Confira abaixo no player da Rádio Resenhas de Rock: "Cry of Achiles", "Addicted to Pain", "Lover" e Bleed it Dry".

5 comentários:

  1. https://disk.yandex.com/public/?hash=sCIBw/A3svB6vpY/mR/MmsGHEq74I6oYUnM6FH96WBQ%3D&locale=ru

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  2. Álbum do ano! Minhas favoritas são Calm the fire, Lover (que também não botava muita fé), Cry of Achilles, Waters Rising, Peace is Broken e Fortress. Mas todas as outras também são ótimas!!

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  3. Álbum sensacional! Bleed it dry e Waters Rising são minhas preferidas.

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    1. ..e são as duas que eu mais to curtindo no momento.. muito boas!!

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