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sábado, 29 de dezembro de 2012

Lifehouse - Almeria


Nota :  8

Outra banda legal que esta de volta este fim de ano é a Lifehouse, para quem não se lembra eles tiveram o mega hit "Hanging by a Moment" do seu primeiro disco "No Name to Face" em 2000, e para quem não lembrou ainda basta lembrar a da série "Smallville" já que a banda tocava direto no seriado, principalmente os hits "Everething" e "You and Me", além de Smallville a banda já teve faixas em vários outros seriados como "Grey's Anatomy" e "One Tre Hill".

Pois bem, após ser muito comparada com Creed no inicio da carreira a banda  acabou se consolidando no cenário americano com sua canções pop rock, principalmente as baladas semi-acústicas. Este sexto disco de ínéditas e sem dúvida superior a "Smoke and Mirrors", seu sucessor de 2010, a banda chega a empolgar logo de cara com batida grudenta da faixa de abertura "Gotta be Tonight", o mesmo acontece com a ótima "Moveonday" com uma sonoridade mais pesada, relembrando um pouco os primeiros dois discos da banda, mais o forte da banda mesmo são as baladas, não tem como não imaginar "Slow Motion" ou "Aftermath" embalando algum romance de algum seriado americano. Outros destaques do disco ficam por conta das participações especiais da cantora inglesa Natash Bedingfild na pop "Between the Raindrops" e de Peter Frampton no power contry "Righ Back Home", uma das melhores do disco.

Sem grandes pretensões a banda segue trilhando seu caminho de fazer boas canções sem o objetivo de dominar o mundo, preocupando-se apenas em manter a qualidade de suas composições, então não perca as faixas de Almeria num seriado próximo de você.






Green Day - Tré!


Nota: 8

Também saiu em dezembro a terceira parte da Trilogia do Green Day, como você já leu aqui, "Uno!" e "Dos!" ´já foram lançados este ano. O disco trás boas faixas, mas nem perto de ser ser um novo "American Idiot" como a banda havia prometido, este apenas é o disco a conter mais baladas e ter músicas mais longas.

O Disco já abre com a power balada "Brutal Love", uma espécie de prima-irmã de "Oh Love" do disco "Uno!", a seguir seguem Algumas faixas "enche disco" até chegarem as boas "X-Kid" e "Sex, Drugs e Violence" esta última evocando o espirito punk do grupo. "Amanda" é outra faixa com nome de mulher que repete a mesma falta de inspiração de "Ashley" do disco "Dos!", já "Walk Away" e "99 Revolutions" tem cara de hit e "Dirty Rotten Bastard" tenta resgatar as faixas quilometricas do disco "American Idiot", porém a faixa não funciona muito bem, parece ter ficado perdida no disco. O disco encerra com a bela balada "The Forgotten" que embala o último filme dos vampirinhos do Crepúsculo.

Talvez o disco seje um pouco superior ao "Dos!", mas não é melhor que "Uno!", ao final da trilogia chegamos a conclusão que a banda quiz principalmente agradar os fãs lançando todo este material, já para fãs menos fanáticos, como o meu caso, acredito que dava para ter enxugado uns 30% do material de menos qualidade e lançado um ótimo disco duplo, mas não dá pra condenar, apenas elogiar uma banda tão preocupada em agradar seus fãs.



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Eagle-Eye Cherry - Can't Get Enough

Nota: 9

O sueco Eagle-Eye Cherry nos entrega no final deste ano seu ótimo quarto disco de estúdio, "Can't Get Enough", para quem não lembra Eagle-Eye Cherry estourou mundialmente em 1997 com o mega hit "Save Tonight" e ainda teve outros grandes sucessos radiofônicos como "Falling Love Again" e "Feels So Right". 
O disco é um verdadeiro "Deja vu" para amantes dos anos 90, o disco comprova que o cara é muito em compor faixas ensolaradas e assoviáveis.

Em alguns momentos do disco ainda surgem faixas que lembram o cantor Ben Harper, como na vibrante faixa de abertura "Go Simmer Down" e na balada arrastadona "Something', enquanto faixas como "Walk Away", "The Itch", "One in a Million" e o single "Can't Enough" são um convite á curtir um dia ensolarado, que saudades dos tempos em que as rádios ticavam hits como estes, e olha que este disco esta cheio de faixas assim. Ainda dá para destacar no disco "Fell This way" que soa bem moderninha sem perder a qualidade, e a  empolgante faixa "Picture Me" traz a participação nos vocais de Phil Collins, que na
 verdade eu não consegui confirmar na web, mas aqueles vocais só podem ser de  Phil Collins.

E no apagar das luzes, como se fosse um gol marcado as 47 do segundo tempo Eagle Eye Chery nos entrega um presentão para embalar este caloroso verão que ainda temos pela frente. 

 
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Efeito Tequila!

Passado os "movimento" de Dezembro estou de volta ao blog e ainda quero trazer bons lançamentos deste restinho de ano, além é claro das polêmicas listas do ano. Não posso deixar de relatar aqui minha surpresa ao acessar o blog, mais de 700 visitas em dois dias para a resenha que fiz para o disco novo da Tequila Baby, aqui, graças a indicação do próprio Duda Calvin via Facebook, então vai meu agradecimento ao Duda e a todos que curtiram a resenha e compartilharam suas opiniões tanto aqui como lá no mural do Duda, é muito bom saber que tem muita gente que além de compartilhar o mesmo gosto musical tem o mesmo sentimento de indignação com as gravadoras/rádios que "operaram"  nossa querida cena rockeira, não só no sul, mas em todo o país, não vou me aprofundar no assunto, vou deixar estas mágoas para outro post.

 Que venha 2013 com mais oportunidades para nosso rock. Feliz 2013 a todos!!!


Obs: Jéssica, obrigado pelo toque, senão eu tava até agora boiando com esta invasão tequileira! 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Dezembro Pegando!!

Para quem acompanha o blog po desculpas pela falta da atualizações, Dezembro é um mês de muito serviço para mim, prometo para breve atualizações e as listas de 2012.

Abraços!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Kid Rock - Rebel Soul





Nota : 9

Kid Rock é um artista americano que está na estrada desde 1988, de lá pra cá o cara já fez quase de tudo na música, ao longo de 9 discos ele já foi do rap ao blues, na página do cara no Wikipédia por exemplo tem 10 estilos de música listados como estilo musical do cara, nos primeiros discos era apenas rap e hip hop, porém o sucesso só veio no quarto disco, "Devil Without a Case" de 1998, aqui já era possível ver influências mais amigaveis aos ouvidos, como contry e Southern Rock, porém Kid só deixou de lado mesmo o rap e hip hop a partir do ótimo "Rock and Roll Jesus" de 2007, de lá pra cá, blues, hard rock, contry e principalmente southern Rock fazem o estilo do artista.

Entre "Rock and Roll Jesus" e este novo "Rebel Soul" ainda á o ótimo "Born Free" de 2010, álbum que traz o mega hit de mesmo nome. Neste novo álbum, dando continuidade aos dois anteriores Kid dá sequência a sua viagem pela música de raiz americana, entregando uma porção de boas canções prontas para colocar no mp3 e pegar a estrada. O hit da vez é a sensacional "Let's Ride" que ao lado de faixas como"Chickens in the pen" e "God Save Rock n Roll" te convidam a procurar as chaves do carro e considerar a hipótese de realmente cair na estrada. 

Em outras faixas dá pra notar a diversidade sonora do cara, ouça a  suingada "Catt Boogie", que flerta com o Soul,  enquanto "Happy New Year" é contry e "Cocaine and Gin" traz o blues, as faixas mais diferentes mesmo são a baladona climática "The Mirror" e "Cucci Galore" que fica meio perdida no disco com o resgate do rap metal de outrora.

Não sei se os fãs das antigas curtem a atual fase do cara, más eu posso garantir que Kid Rock é muito bom fazendo este tipo de música. Mais um discaço saindo quase aos 45 minutos de 2012, afinal de contas em dezembro não teremos quase nada de novidades.


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sábado, 24 de novembro de 2012

RNDM - Acts


Nota : 9,5

RNDM é a nova banda paralela do baixista do Pearl Jam, Jeff Ament, em pareceria com o vocalista/guitarrista Joseph Arthur e do baterista Richard Stuverud. Confesso que apesar de ter o Pearl Jam como minha banda preferida nunca gostei muito dos projetos paralelos dos seus integrantes, a excessão era a trilha que o Eddie Vedder fez para o filme "Na Natureza Selvagem" de 2007, que acaba de ganhar este excelente lançamento como parceria.

O som do trio é muito bom, lembra muito bandas de rock alternativo dos anos 80/90, como Pavement, Guided by Voices, entre outras. A sonoridade dos caras faz parecer que é um disco de banda veterana, o single "Modern  Times" tem uma guitarra viciante, "Darkness" e "Walking In New York" já são hinos do rock de 2012, "What You Can't Control" é outra faixa fantástica aonde Ament abusa de tocar baixo. A banda de origem de Ament só é lembrada nas pesadas "Look Out" e "Throw You To The Pack", no mais tome músicas ensolaradas, ouça "New Tracks" e "Willianmsburg" e ponha um sorriso no rosto. Parece que 2012 encerra com uma nova parceria que tem tudo para vingar e deixar de ser "paralela" já que o Pearl Jam anda meio que deixado de lado ultimamente.


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Fresno - Infinito


Nota : 9

Hoje a Fresno é sem dúvida a banda mais ousada e corajosa do tão batido e judiado rock nacional, é uma banda ímpar, nenhuma outra banda consegue acompanhar a velocidade e a criatividade da Fresno, eu me orgulho em dizer que conheço os caras desde que a música "Onde Está" invadiu as rádios do sul do pais á 8 anos, me orgulho ainda de dizer que tenho até o primeiro disco, o raro "Quarto dos Livros" de 2003, também tenho o "Ciano", álbum que comprei diretamente das mãos da banda por 15 reais, em um show que nem terminou porque faltou luz, eram outros tempos... aliás, só não tenho ainda na minha coleção o contestado   "Redenção", primeiro álbum da banda pela gravadora Universal, eu particularmente não gosto do disco, mas sei da importância dele para a banda estar no patamar que esta atualmente, mas não é deste disco que quero falar.

Após o lançamento do "Redenção" confesso que deixei um pouco a banda de lado, voltando a me interessar pelo som dos caras apenas dois anos mais tarde com a chegada do disco "Revanche", este sim, o disco que eu esperava após o "Ciano", a banda estava devolta ao seu norte. 

Infinito é o tão aguardado sexto álbum da banda, e o primeiro depois da banda romper com a gravadora Universal, também é o primeiro após a saída do baixista Tavares que vinha dividindo a assinatura das composições dos últimos dois discos ao lado do Lucas Silveira, e este disco também representa uma ruptura da banda com tudo aquilo que foi lhe imposto nos últimos anos, como Lucas canta na épica faixa " Maior que as Muralhas", rock moderno com um toque de "30 Seconds To Mars" e candidata a grande hit do disco. Aliás a banda repete a fórmula do disco anterior e abre o disco a ponta-pés, a bola da vez é "Homem ao mar", rockão orquestrado com piano e tudo mais, com muita influência de Muse, alias os ingleses devem ter sido homenageados na faixa " Cativeiro", outro rockão com introdução idêntica a "Plug in Baby" clássico do Muse.

Outro ponto alto do disco é single "Infinito", que teve uma super produção para ser transformado em clip, o clip tem cenas gravadas até do espaço, e desde já é um marco na música brasileira, as baladas também batem a sua bola no disco, "O Resto é nada mais" é linda demais e deve ser destaque executada ao vivo. Mais duas faixas merecem um destaque maior do que as outras, "Sobreviver e Acreditar" é uma música positiva, pra cima que fica especial com o auxilio de um coro de crianças no meio e "Diga, pt.2" já é considerada um novo clássico pelos fãs, se eu tivesse que escolher uma música para representar o disco com certeza seria esta, mas o ideal mesmo é curtir o cd todo, faixa a faixa e deixar-se surpreender.

Com este disco a banda continua a sua jornada em busca de deixar rótulos para trás e ser reconhecida como uma banda de rock do Brasil, como A BANDA DE ROCK DO BRASIL, não sei se isto vai acontecer, nem precisa acontecer, afinal, oque estes caras já conquistaram em tão pouco tempo já é o suficiente para encher de orgulho fãs da antiga como este que vos escreve.


Para quem ficou curioso o disco pode ser escutado na integra no canal da banda no youtube, aqui, e pode ser comprado, entre outros lugares, na loja oficial da banda, aqui.
 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Festival do EP!


Smoke & Jackal - N°1


Nota : 7,5

Smoke & Jackal é um projeto paralelo do baixista Jared Followill do Kings of Leon em parceria com o guitarrista e vocalista Nivk Brown, da banda Mona, desconhecida por estes lados. O projeto conta com 6 faixas que transitam entre influências de  Kings of Leon da época do álbum "Only by the Night" e bandas indie como "My Mornig Jacket". Vale a pena, o ep tem uma sonoridade bem tranquila e refrescante, apesar de não trazer nada de inovador na proposta ainda vale o download.





Ed Kowalczyk - The Garden


Nota : 6,5

Ed Kowalczyk é o ex-vocalista da finada banda Live, banda muito popular nos anos 90 e querida aqui no Brasil, após o fim da banda em 2009 Ed lançou um  apenas razoável álbum solo de estreia em 2010, intitulado "Alive". Agora ele acaba de disponibilizar um ep com 10 faixas, sendo 5 faixas inéditas e mais 5 versões alternativas (remixes) para as mesmas faixas. Sobre as músicas são medianas, todas certinhas e retocadas demais, a voz de Ed continua marcante como sempre, mas não é o suficiente para empolgar, falta energia e sujeira no som, algo que a ex-banda fazia muito bem, nem o cover de "Mind Games" de John Lennon salva o projeto, quem curtiu o cd de estréia deve gostar deste lançamento, mas para mim nada demais nele.





One Less Reason - A Blueprint for Writhing 


Nota :9,5

One Less Reason é uma banda americana de pós-grunge fundada em 1998, porém só lançaram quatro discos de lá pra cá, sendo que o primeiro só saiu em 2004, a banda ainda é desconhecida por aqui, aliás até nos EUA ela é pouco popular, com certeza a culpa disto não esta no som dos caras, a banda faz um som empolgante com bastante feeling, o vocalista tem um vozeirão e destaca-se bastante. Este novo ep traz 6 grandes canções, com o melhor do estilo bate e assopra, enquanto faixas como a poderosa "Milion Miles" e "Never Let You Go" te convidam para pegar a estrada, já faixas como "All Beaty Fades" e "The Wrong One" são mais reflexivas e são daquelas músicas que vão ficando pesadas conforme o seu andamento e explodem em grandes refrões, um grande ep com certeza.





Identidade - Primeiro Ato (Minha Maldade)
 

 

Nota : 9,5
 
Identidade é uma banda gaúcha de rock, a banda faz parte da safra do inicio da década passada, da mesma turma da Cachorro Grande, já tem três ótimos álbuns lançados, eu costumo dizer que os caras são os Stones Brazucas, devido ao grande potencial para compor hits e a grande presença de palco. A banda acaba de lançar a primeira para de um álbum dividido em dois ep's, um sai agora e o outro em março de 2013, e pode ser baixado de forma gratuita aqui, só as duas primeiras músicas "Mau Humor dos Diabos" e Mentiras Tortas" já valem o download, pois já estão na minha lista de melhores rock"s nacionais do ano.




Para ter acesso ao download dos três primeiros ep's acesse os comentários e copie o link no seu navegador, aproveite e já deixe o seu comentário.
 









sábado, 17 de novembro de 2012

Black Drawing Chalkes - No Dust Stuck On You




Nota :10

Black Drawing Chalkes é uma banda brasileira, oriunda de Goiânia que faz rock em inglês, aliás se você escutar sem saber a origem dos caras jamais vai dizer a banda vem da terra da música sertaneja. A banda ainda é nova, mas em cerca de 6 anos já conquistou prêmio de gente grande, seu primeiro disco "Big Deal" obteve certo destaque e já capacitou a banda a excursionar pelo Brasil e abrir shows de bandas internacionais como Motorhead, Black Label Society e Eagles Of Death Metal, esta última tendo grande influência sobre o som da banda, em 2009 a banda teve a faixa "My Favorite Way" escolhida a melhor música do ano pela revista Rolling Stones Brasil, além de ter seu clipe psicodélico indicado ao clip do ano pela MTV Brasil, o faixa em questão faz parte do segundo álbum da banda "Life Is A Big Holiday".

Após tanto destaque em pouco tempo a banda se propôs a entrar no estúdio este ano e fazer um disco inteiro de grandes músicas, e não ter apenas um grande hit, e o resultado desta idéia é o fantástico álbum "No Dust Stuck On You", recém lançado pelo próprio selo banda. São 15 faixas intensas, de muito rock, com tudo o que o gênero pode oferecer de bom. A banda mescla influências de bandas stoner como as já citadas Eagles Of Death Metal e Queens Of The Stone Age, além de bandas grunge e pós-grunge dos anos 90, tudo revestido com uma roupagem moderna proporcionando um som revigorante/empolgante.

Fica difícil citar destaques no disco, é um daqueles álbuns bons de ponta a ponta, mas dá pra citar a maravilhosa  "Cut Myself in Two", com sua batida sensual, também vale a pena conferir o clipe logo abaixo. Já faixas como "Walking By", "Swallow" e "Imatture Toy" vão comover qualquer orfão do grunge noventista. Outros grandes destaque são "Streer Rider", "Famous", "Disco Ghosts", "Little Crazy", "The Stalker"... não adianta, não tem música ruim, não dá pra ficar escolhendo esta ou aquela, só me resta mesmo dar os Parabéns para  banda por terem alcançado o seu objetivo de lançar  um discaço, agora é só dominar o mundo, pois material para isto a banda já tem.




Quem gostou da faixa tem obrigação de visitar o site da banda e comprar o cd, aqui, enquanto você aguarda o correio entregar o cd aproveite a colher de chá que a banda está dando e baixe a discografia da banda de forma gratuita, aproveite esta barbada antes que banda assine com uma gravadora multinacional e se mude para os "States", e ai meu filho, só pagando para ter acesso á este fantástico material.





sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Trail of Dead - Lost Songs


Nota : 8,5

Outra banda que conheci na época "indie" foi o Trail Of Dead, ou melhor "... And You Will Know Us By The Trail Of Dead). Sim o nome completo deles é este mesmo, algo como " ...E você vai nos conhecer pela trilha dos mortos", e não é só o nome dos caras que é uma viagem, o som também é, o primeiro disco que conheci é o fantástico "So Divided" de 2006, porém a banda de quase 20 anos de estrada já lançou 8 discos com este último. É difícil classificar o som dos caras, eles fazem um som intenso, urgente, pesado, eu costumava dizer que eles eram os caras maus do indie rock, esta é uma banda única, com certeza.

Este novo disco segue o padrão da banda de lançar discos conceituais, entre outros temas este novo álbum fala de guerra,tirania e desilusão. A primeira faixa a ser lançada deste álbum chama-se "Up To Infinty" que foi divulgada em agosto e posteriormente dedicada as ativistas russas do "Pussy Riot" que estavam presas, e esta faixa é uma síntese exata do que a banda é capaz, inicio quase punk, passando por camadas mais calmas que vão crescendo novamente e volta para a pancadaria, a mesma sequencia pode ser vistas em outras faixas como "Pinhole Cameras" e "Bright Young Things". As guitarras estão em evidencia neste disco, ouça o single "Catatonic" com o volume no máximo, já nas ótimas faixas "Lost Songs" e "Flower Card Games" dá pra perceber influências da banda "Queens Of The Stone Age".

E sem muito alarde o Trail Of Dead lança outro grandioso álbum, a banda é uma das poucas que não erra, não tem lançamento ruim por parte destes caras.


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Minus The Bear - Infinity Overhead





Nota : 7

Lá por volta de 2007, 2008 eu estava numa fase de escutar muito indie rock, todo dia surgia uma banda nova com a promessa de salvação do rock, e eu tinha  uma relação de alguns blogs e sites que sempre colocavam na roda estas bandas, a fase indie não durou muito e de todas aquelas bandas novas que surgiam todos os dias o Minus The Bear é uma que valeu a pena conhecer, assim como o Band of Horses, outra banda que conheci na mesma época.

O Minus The Bear é uma banda de Seatlle que faz um som alternativo, classificado atualmente como Math Rock (sim, nem eles usam mais indie rock), fundada em 2001 a banda tem 5 discos lançados, além de uma porção de ep's, este disco novo não traz nada de novo pro som da banda, é mais do mesmo de forma até acanhada, para que não conhece vale a pena dar uma verificada, faixas como "Diamond Lightning" e "Empty Party Rooms" são bem interessantes e delicadas, enquanto "Steel and Blood" e "Cold Company" abrem e fecham o cd respectivamente de forma bem pegada.

Provavelmente nada vai mudar para o Minus The Bear após o lançamento deste disco, mas para mim já valeu a pena dar uma relembrada da época indie, tem cada coisa obscura no meu hd até hoje, graças a Deus!


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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Deftones - Koi No Yokan




Nota : 9

Deftones é uma banda que nunca me interessei até ouvir o disco "Diamond Eyes" de 2010, sempre achei(só na minha cabeça) que era uma banda de nu-metal genérica de Linkin Park, pois bem, "Diamond Eyes" foi o sexto álbum de estúdio da banda e não sei porque cargas d"água parei para escutar o disco, e pra minha surpresa era um disco muito bom, e o disco agradou também aos fãs que consideram o disco um marco na carreira da banda, de lá pra cá a banda lançou uma ótima coletânea de covers e o vocalista ainda lançou dois ep's pelo excelente projeto denominado "Crosses".

Após este ótimo retrospecto de  bons lançamentos nos últimos dois anos a banda chega ao sétimo disco de estúdio, denominado "Koi No Yokan" e chegando agora nas lojas. O disco é tão bom quanto o "Diamond Eyes", talvez um pouco mais pesado  e agressivo, Chino Moreno destaca-se com seu jeito próprio de cantar, mesclando raiva e suavidade com muita beleza,  e a banda soa como um "A Perfect Circle" evoluído.

Dá para destacar no disco, entre tantas faixas pesadas, o single "Leathers", "Poltergeist" e "Swerve City" que abre o disco quebrando tudo, já "Romantic Dreams" tem grande potencial e deve logo pintar como single, enquanto "Emtombed" é a única balada  do disco, se é que dá pra chamar esta faixa de balada, pois temos peso e delicadeza na medida certa produzindo uma faixa única no disco. Outros destaques são as longas e maravilhosas "Tempest" e "Rosemary".

E o Deftones que até dois anos atrás era uma banda  impercebível para mim acaba de lançar um dos discos mais legais do ano, aliás que ano bacana este de 2012, tomará que não termine em 21/12, pois ainda tenho que recuperar 5 discos perdidos do Deftones que deixei de escutar na última década.



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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Green Day - Dos!





Nota : 7

Após 2 meses do lançamento de "Uno!" o Green Day lança o segundo disco da trilogia prometida para 2012, "Dos!" chega provocando criticas variadas entre os fãs, a álbum esta longe de ser mais cru e garageiro conforme a banda prometeu, na maioria dos momentos parece uma continuação menos inspirada de "Uno!".

O disco abre com "See You Tonight", uma vinheta acústica que antecede a trinca "Fuck Time", "Stop When The Red Lights Flash" e "Lazy Bones" que mantém o disco no nível  e com a característica festeira de "Uno!", a quarta faixa, "Wild One" é o tipo de faixa melódica  com guitarras altas que gosto de ver o Green Day fazendo, "Makeout Party" é mais do mesmo, e a faixa single " Stray Heart" é uma boa faixa com uma pegada bem indie rock, no mínimo interessante.

O problema é que o disco segue sem grandes novidades, principalmente para quem acabou de escutar o "Uno!", é apenas mais do mesmo, e na segunda parte do disco  isto já soa quase cansativo, dá para destacar apenas a boa "Lady Cobra" que mais parece uma faixa do "Arctic Monkeys", e antes do fim do álbum o Green Day quase consegue estragar com tudo, a faixa "Nightlife" é tenebrosa, não sei nem como classificar esta faixa, Billie Joe parece conversar com uma mina do Hip Hop e canta um refrão muito ruim, totalmente sem sentido, não quero nem saber oque quer dizer a letra desta faixa, por falar em letra o disco encerra com uma homenagem á Amy Whinehouse, na faixa "Amy", quase uma bossa nova, Billie Joe canta “Amy, não se vá/ Quero você por aqui/ Cantando ‘woah’, por favor não se vá/ Quer ser minha amiga?”, a faixa não deve passar de uma simples homenagem mesmo. 

Se o Green Day tivesse prometido dois discos ao invés de três, eu diria que dava pra juntar o "Uno!" com o "Dos!", excluir umas 6 músicas e fazer um baita disco, mas ainda resta o "Treé", que vai nos dizer qual a real da trilogia, mês que vem a gente tira a dúvida.




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domingo, 11 de novembro de 2012

Soundgarden - King Animal






Nota : 8,5

Este talvez seje o álbum mais aguardado pelos "gruners" de plantão nos últimos dois anos, desde que o Soundgarden anunciou o retorno em 2010. A banda, considerada um dos 4 pilares do rock de Seattle, ao lado de Nirvana, Pearl Jam e Alice in Chains foi responsável por disseminar a cena de rock da cidade chamada de "grunge" pelos 4 cantos do mundo no final dos anos 80 e inicio dos 90, ao lado do Alice in Chains a banda se destacou por fazer uma sonoridade mais soturna e metaleira do que  Nirvana e o Pearl Jam. Após 5 álbuns de estúdio lançados entre 1984 e 1996 a banda deu um longo tempo, retornando somente em 2010, nestes anos de fastamento seus integrantes se espalharam por outros projetos, por exemplo, o vocalista Chris Cornell fundou e lançou quatro discos com ex-integrantes do Rage Against the Machine no extinto Audioslave, além de lançar mais três disco na sua irregular carreira solo,e o baterista Matt Cameron foi efetivado como baterista permanente do Pearl Jam.

O disco, bem o disco é o tipo de álbum difícil, daqueles que você começa a gostar a partir da terceira ou quarta audição, quase não há faixas grudentas e certeiras, não há hits como "Spoonman" ou "Black hole sun", por exemplo. Mas nem de longe isto siginifica que o álbum seje ruim, longe disto, é um álbum muito bom, alias a banda não tentou se reinventar ou parecer moderninha, mais parece um disco perdido da década de 90. As faixas de abertura " Been away too long" e "Non state-actor" abrem o disco a ponta pés, como se a diferença de tempo entre este disco e o anterior (Down on the Upside,1996) não fosse maior do que 1 ou 2 anos, Chris continua cantando maravilhosamente bem, Matt Cameron e Ben Shepherd tocam a cozinha enquanto Kim Thayil assume o destaque das faixas com guitarra técnica e inspirada, já faixas como "By Crooked steps" e "Blood on the valley floor" devem agradar em cheio os antigos fãs da banda com seu tradicional peso, aliás os fãs da banda vão gostar mesmo da faixa " Bones of Birds", composição de Chris Cornell que tem uma introdução marcante no estilo de "Black hole sun" e mescla momentos arrastados e soturnos com refrão pesado, clássica, a faixa "Taree" também tem a mesma proposta, mas não soa tão épica.

Os momentos mais comercias e com cara de rádio do disco são as ótimas "Attrition" que lamentavelmente é muito curtinha(2:46min) e "Worse dreans" que inicia com uma bela linha de baixo com bateria cadenciada, vocal baixo e explode no melhor refrão do disco, Matt Cameron dá um show a parte nesta faixa, na minha opinião esta é a melhor do disco, outras faixa menos inspiradas, remetem ao último disco solo de Cornell, "Carry On" de 2007, casos de "A Thousand days Before" e "Halfway there", já a faixa "Black saturday" ainda não me agradou também, talvez precise ser executada mais vezes até me conquistar. Para encerrar o disco outra bela dobradinha "Eyelids mouth" e "Rowing" são faixas que engrandecem o set do disco e encerram em ótima forma este tão aguardado disco.

Se a banda não nos entregou um novo "Superunknown", clássico de 1994, ela nos presenteou com um ótimo disco de retorno que nos trás esperanças de um futuro mais promissor ainda, e fica a sensação de que a banda nunca devia ter parado, afinal Soundgarden sempre faz parte da elite do Rock.


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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Tequila Baby - Por onde você andava?






Nota : 8

Vou começar falando desta banda relembrando outra história da minha adolescencia, acho que o ano era de  98 ou 99, eu estava lá trabalhando no meu primeiro emprego, um restaurante, na cidade de Canela, Rio Grande do Sul, já eram umas 14h, estávamos quase fechando, quando chega para mim um  garçom, colega de trabalho, o Eder, e me dá um toque: " Ta vendo aquela mina ali? É a Ismália, cantora de Rock, ela ta participando de um encontro de rock, depois que sairmos daqui vou te levar lá pra gente curtir um som", blz, eu nunca tinha ouvido falar na tal de Ismália, mas topei na hora o convite.

Era um dia de semana, e Canela estava sediando um Encontro/Festival de bandas gaúchas de rock, como sempre super mal divulgado, eu só fiquei sabendo naquela tarde, graças ao convite do Eder, chegamos lá e rolava uma feirinha, onde o pessoal vendia os seus cd's e se revezava tocando algumas músicas num palco de lona improvisado na parte externa do evento, eu não pude comprar nada, pois estava zerado, mas deu pra chegar a tempo de ver vários shows de bandas que estavam estourando no cenário local, bandas que estavam lançando ou prestes a lançar álbuns que se tornariam clássicos de uma geração, naquela tarde, vi pela primeira vez shows de bandas como Acústicos e Valvulados, Ultramem, Cowboys Espirituais, Wander Wildner, Bandalieira, Graforréia Xilarmônica (primeira e unica vez) e claro, Tequila Baby, rolaram vários outros shows, de bandas que se perderam pelo caminho e eu não me lembro, nem a Ismália eu acabei assistindo naquele dia.

Na época, eu no meu auge dos 14, 15 anos fiquei impressionado com um show especial, Tequila Baby, o que era aquele cara de óculos escuro, jaqueta preta (devia estar  uns 30°) e calça rasgada se esgoelando no palco, e o guitarrista, um loco pulando e vibrando com sua guitarra como se fosse a última coisa que fazia na vida, eram Duda Calvin e James Andrew respectivamente, na época eu só conhecia a música "sexo, algemas e cinta-liga", naquela tarde conheci outras músicas como "balada sangrenta" e 2x2", clássicas. Lá pelas tantas estou eu parado curtindo um show quando sinto aquele cheiro de "ovelha no sol", olho pro lado e vejo ali, Duda Calvin curtindo do meu lado, foi o auge pra mim, o cara era mortal e humilde pra caramba, eu não fui falar com o Duda, nem nunca falei, e olha que devo ter visto uns 10 shows da Tequila de lá pra cá, mas a admiração segue até hoje.

Pois bem toda esta conversa é só pra falar que a Tequila após estourar no final dos anos 90 com seus dois primeiros álbuns chegou ao auge em 2004 com o super disco "Punk Rock até os ossos", na época a banda tinha gravadora dando suporte, rádios tocando sem parar suas músicas, tocava com ex-integrante dos Ramones e chegou a encerrar o principal festival de música do pais, o Planeta Atlantida, mas infelizmente na segunda metade da década passada as gravadoras que apoiavam as bandas locais fecharam ou quebraram e as rádios também pararam de apoiar e tocar, deixaram de lado a Tequila, e também toda uma geração de bandas, e a coisa mudou.

Vamos ao disco, o título do disco "Por onde você andava?" remete justamente ao que aconteceu na cena, a banda nunca terminou, apenas manteve-se longe dos holofotes, lançando discos e fazendo shows, mas posso garantir, o som dos caras continua muito bom, Duda Calvin não é mais aquele cara que queria pegar a empregada, como cantava em "2x2", hoje as letras da banda são amadurecidas, falam da vida, incertezas e futuro, entre outra coisas. Faixas como "Contando Estrelas" e "Deixe o tempo passar" são pop rocks perfeitos que poderiam muito bem ter espaço na rádios, enquanto "Não traz felicidade" e "A última mexina" nos convida para reviver a roda punk. O cd saiu pela gravadora USA discos, com tradição em artistas tradicionalistas, o Rock não é o forte da gravadora, mas a gravadora vai pelo menos garantir um distribuição descente para este disco aqui na região sul. 

E a vida segue, se hoje ainda curtimos Tequila Baby e porque naquela tarde lá em 98/99 eu tive a oportunidade de conhecer a banda, o Duda não deve lembrar daquela tarde, ninguém deve lembrar daquilo, só eu... e talvez o Eder.


Se você quer saber por onde andava a  Tequila adquira o cd nas lojas ou no site da USA discos, aqui.

sábado, 3 de novembro de 2012

Dinosaur Jr. - I Bet on Sky




Nota : 8

Dinosaur Jr. é uma banda americana de  rock alternativo formada em 1984, eu só conheci a banda em 2007, época do lançamento do fantástico álbum Beyond, me apaixonei pela banda na hora, eu nunca tinha escutado tanta guitarra em um mesmo disco, e aquele disco era especial mesmo, pois foi o primeiro da banda em 10 anos, e o primeiro com a formação original em 19 anos, talvez isto explique a fúria e a qualidade das canções daquele álbum. No total a banda contabiliza 10 álbuns, sendo este "I Bet on Sky" o terceiro após o retorno  de 2007.

A banda é um trio formado por  Low Barlow, baixo, Murph na bateria e  J. Mascis na guitarra e voz, aliás J. Mascis é considerado um dos melhores guitarristas dos últimos tempos, e com méritos já que sua banda é daquelas que tem uma sonoridade própria, conseguindo unir barulho e melodia como poucas, depois de conhece-la não tem como não identificar a banda logo nos primeiros acordes, mas vamos ao disco " I Bet on sky" com sua capa psicodélica (aliás, outra marca da banda) que traz ótimas faixas para quem gosta de guitarras, viaje nas melodias de "Wath the corners" ou de "Dont pretend you didn't know". ou na épica faixa que encerra o disco "See it on your side", Talvez o disco não tenha o frescor e a novidade do Beyond, mas garante a festa de muito marmanjo órfão de guitarras.


Para ter acesso ao download do disco acesse os comentários e copie o link no seu navegador, aproveite e já deixe o seu comentário.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Nei Van Sória - Um Cara Comum





Nota : 8

Vou começar a primeira resenha de um artista nacional no blog contando um pouco da minha história, já que minha iniciação musical teve a influência deste cara.

O ano era 1998, eu um adolescente com 13 para 14 anos recém descobrindo as maravilhas do rock, em tempos que internet, mp3 e download eram desconhecidos de mim e de quase todo mundo, a maior fonte de novidades  na música era mesmo o bom e velho radio, na época, graças a Deus, ainda existiam rádios de rock, pois bem, naquele universo de novidades, tinha um cara que tocava direto, faixas como "Jardim Inglês", "Ao seu redor", "Susie" e principalmente "O Tempo", cantada em parceria com Tedy Corrêa (Nenhum de Nós) bombavam nas nas rádios do sul do Brasil, e eu pirava no som, logo comprei o disco, "Jardim Inglês", rock cantado em português com muita influência de música britânica, virei fã e com o passar dos anos me aprofundei na carreira do cara, descobri por exemplo que o Nei foi um dos membros fundadores de bandas clássicas do rock nacional do fim dos anos 80, TNT e Cascavelletes, o disco Hot 20 do TNT foi o segundo disco que eu comprei na vida e o Cascavelletes é a banda autora de "Sobre um céu de blues" uma das minhas músicas preferidas até hoje, o cara já me influenciava e eu ainda nem sabia. A carreira solo de Nei teve incio em 1995, com disco "Avalon", influênciado por rock latino, o segundo é o já citado clássico "Jardim Inglês" de 1998 e a discografia segue, com Nei sempre evoluindo e crescendo como músico e compositor, e  eu acompanhando a carreira do cara.

Em 2012 Nei chega ao seu sexto disco inédito da carreira solo, o disco "Um cara comum", produzido de forma independente e lançado pela própria gravadora do cara, aliás ele é pioneiro por estas bandas em trabalhar desta forma, já faz isto a pelo menos uns 10 anos. Nei apresenta no novo trabalho faixas magnificas, com tudo que tem direito, piano, orquestra, convidados, aliás que convidados, Nei trás como convidados, entre outros, Herbert Vianna, na ótima faixa "O amor", Tati Portella (Chimarruts) na bela "Meus Olhos" e Charly Garcia na faixa malucona "Inimigo Oculto". Outros destaques do álbum são o single "Um cara comum" , "Impossível" e "Numa tarde quando o sol se pôs", verdadeiros épicos que remetem aos tempos do querido "Jardim Inglês", alias se fosse para encaixar  a sonoridade do álbum na cronologia do cara, acho que ele estaria ali entre o "Jardim Inglês" e o posterior, "Cidade Grande" de 2001. Vida longa ao Nei e ao nosso bom e velho rock sulista.


Quem se interessou pelo disco pode adquirir diretamente na loja virtual do cara, aqui, lá também tem outros discos da discografia, o valor do cd é de 39,99, você compra o cd físico e ganha na hora acesso a todas as mp3 do álbum, confesso que mesmo assim achei o álbum um pouco caro, mesmo se tratando de uma obra com 17 músicas, porém quando recebi vi que vale cada centavo, o projeto gráfico é sensacional, cd e encarte tipo livrinho, vale a pena comprar. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Aerosmith - Music From Another Dimension!






Nota : 7

Realmente 2012 ficará marcado pelo retorno das bandas dos anos 90 e pelo renascimento de alguns dinossauros da década de 70, depois de Van Halen e do Kiss, é a vez do Aerosmith (eu já não esperava mais nada inédito destas bandas). Pois ontem caiu na internet  a versão completa do tão aguardado novo álbum do Aerosmith, Music from another dimension!

Após 11 longos anos chega o tão aguardado disco dos titios do rock, e o disco surge bem eclético, ao longo da audição temos de tudo, rock, pop, balada, musica boa e... música ruim.

Pois bem, vamos as músicas do álbum: o álbum inicia bem, "Luv XXX" que apesar de ter uma introdução desnecessária de quase 1 minuto, é um  bom rock, com bateria marcante, lembra um pouco os álbuns do fim dos anos 80, em seguida vem "Oh Yeah" rock clássico, com backvocal feminino, muito boa, no inicio da faixa até achei que estava entrando um som do The Who. A Terceira faixa é "Beautiful", faixa mais hard, com refrão melódico, me fez lembrar o "Nine Lives", uma das minhas faixas preferidas do disco.

A quarta faixa é a primeira balada das muitas que ainda virão, e de cara é a melhor, é uma faixa semi-acústica, e parece uma irmã mais nova de "crazy" destaque para o belo solo de Joe Perry. A próxima faixa chama-se "Out go the lights" e é um dos grandes destaques do disco, rockão funkeado, novamente com adição de vocais femininos e a banda destruindo no instrumental por quase 7 minutos, clássico. A sexta faixa é a já conhecida "Legendary Child", apenas uma boa faixa, em seguida vem o novo single "What Could have been love", açucarada demais, pronta para as rádios, porém continuo achando-a uma das mais fracas do disco.

Aqui novo parágrafo para a oitava música, "Street Jesus", outro ponto alto do disco, outra faixa comprida e alucinada, a banda esbanja categoria nesta faixa, cumprindo a promessa da banda de resgatar os bons tempos neste álbum, pena que a próxima música quebra o clima, "Can´t stop lovin' you", é outra balada, traz um dueto entre Steven Tyler e a cantora Carrie Underwood, ficou meio "balada-power-contry-rock" deve fazer sucesso lá pelos EUA, mas não acrescenta nada de interessante ao disco. Faixa 10, entra a já conhecida "Lover Alot", ésta é a "Falling in love" do disco, muito boa e ficando com o posto da mais rockeira do álbum.

Aqui tenho duas noticias para dar, uma boa e uma ruim, a boa é que ainda faltam 5 músicas para terminar o álbum, e a ruim é que "Lover Alot" foi a última faixa boa do disco. "We all fall down" é uma composição de Diane Warren, a mesma que compôs o hit "I don't want to miss a thing" (trilha do filme Armagedon), basea-se numa balada melosa, que é até melhor que o single "What Could have been love", mas não deve nem de perto fazer o sucesso da música do fim do mundo. A  faixa 12 é cantada por Joe Perry, "Freedom fighter", e fico com a mesma sensação de quando escuto Keith Richards cantando nos Stones, de que não é porque o cara é um bom guitarrista que pode sair cantando, a faixa é fraca, assim como os vocais. "Closer" é uma faixa meia boca, feita para encher disco, enquanto "Something" é outra cantada por Perry, esta é melhor que a primeira, tem um pouco de Beatles da época psicodélica, porém Perry não convence cantando, e finalmente " Another last goodbye", outra balada que encerra o disco de forma sem graça, sem sal, sem noção, lamentável.

Pois bem, passado tanto tempo deste o último disco de inéditas era de se esperar mais dos caras, afinal de contas era quase uma música para cada ano parados, o disco tem momentos muito fracos e desnecessários, a banda não precisava disto, e nem estou falando das baladas, afinal elas sempre fizeram parte do universo da banda, é uma pena, porém boa parte do álbum é de pouca inspiração, mas pra quem já não esperava mais nada inédito da banda, estou saindo no lucro.



Bônus!!  

Também já esta na net 3 faixas bônus do disco, "Up on the mountain" é boazinha, mas tem cara de lado b mesmo, "Oasis in the night" é uma balada cantada por Joe, não vou nem dizer nada... E "Sunny side of Love" é boa, pop rock bem radiofônico, climão de sessão da tarde, poderia estar no disco, pena ter ficado para bônus.

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domingo, 28 de outubro de 2012

No Doubt - Push and Shove



Nota : 7

Esta faz do parte do revival de bandas que bombaram nos anos 90 e estão de volta agora, o No Doubt é uma banda antiga, formada em 1986, que estourou mundialmente na segunda metade da décadas de 90 com seu terceiro disco, Tragic Kingdom, que trazia uma miscelânea de estilos, muito rock, ska, pop, e até reggae, a banda dominava o mundo nesta época. De 2004 até 2008 a banda deu um tempo, neste período a vocalista Gwen Stefani criou uma respeitável carreira solo, com dois cds lançados, álbuns pop que elevaram a cantora como uma das divãs da música pop da última década. Só que Gwen é uma mulher de banda, e esta de volta com seus companheiros.

Após 11 anos sem um disco de inéditas a banda nos entrega um bom cd de  pop, com uma pegada bem eletrônica, infelizmente o ska e o rock da década de 90 ficaram para trás, faixas como o single "Setlle Down" e "Gravity" são daquelas canções pop prontas pra bombar nas fm's planeta afora, já "Looking hot" e " One more Summer" devem bombar nas pistas de dança. "Easy" é uma baladinha que lembra carreira solo de Gwen, enquanto "Undone" é uma linda balada que remete aos tempos de "Don't Speak".

A banda merece os parabéns por ter dado a cara a bater depois de tanto tempo, a sonoridade da banda esta moderna e pronta para conquistar novos públicos, más ficou aquela saudade das guitarras e dos trompetes, quem sabe o No Doubt "roots" não volta no próximo disco?


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