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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

The Winery Dogs - The winery Dogs




Super grupo mostrando que não é só mais um nos holofotes!

Nota : 9

The Winery Dogs é um super grupo formado no passado pelos músicos Richie Kotzen ( Poison/Mr. Big/Solo) nos vocais e guitarra, Mike Portnoy (Dream Theater/Adrenaline Mob) na bateria e Billy Sheeham ( David Lee Roth/Mr. Big) no baixo. O objetivo do grupo era compor faixas no estilo rock clássico com um pitada de anos 90, mais especificamente falando uma pitada do som de "Seattle". E para minha surpresa o disco de estreia dos caras lançado no inicio do ano foi uma das grandes revelações deste ano de 2013.

O som da banda no álbum ficou uma cruza de Hard Rock anos 90 com Grunge anos 90, sempre dando ênfase para a grande habilidade dos músicos envolvidos no projeto. "Elevate" abre os trabalhos com Richie Kotzen esganiçando seus vocais graves e aqui uma surpresa para mim que não o conhecia, como a voz do cara se parece com a voz do Chris Cornell, um mais desavisado diria que se tratava de uma música nova do Soudgarden ou um retorno do Audioslave, destaque também para o ótimo trabalho do cara na guitarra. O disco segue com outras faixas com o pezinho em Seattle como "We are One" e "Six Feet Deeper" , já "Desire" e "One More Time" tem um pegada bem contemporânea. As faixas mais lentas, que não são poucas também batem um bolão.. O single "I'm No Angel" é daquelas faixas de cantar junto a plenos pulmões.. Já "You Saved Me" e "Damage" tem um pegada que lembra bastante o som do Witesnack, muito boa também. Mas para o final a banda reservou reservou espaço para as belas faixas climáticas "The Dying" e "Regret" a primeira parece ter saído direto do álbum do 'Temple of The Dog" de tão boa e a segunda é soft blues meio a lá John Mayer, também muito boa, e na versão japonesa do álbum ainda tem a ótima "Criminal", resumindo é um discaço para qualquer fã do bom e velho rock n Roll!




Confira abaixo no player da Rádio Resenhas de Rock: "Elevate, Desire, I'm Not Angel e "The Dying".

sábado, 5 de outubro de 2013

Alice In Chains - The Devil Put Dinosaurs Here


Uma  viajem aos anos 90, sem escalas!

Nota: 8,5

Aproveitando a passagem da banda pelo Brasil para participar do Rock in Rio e fazer mais dois shows, entre eles um em Porto Alegre que pude conferir de perto, vou postar por aqui o ótimo "Put Devil Dinosaurs Here", lançado este ano. O disco, o segundo depois do retorno da banda com o novo vocalista Willian Duvall parece ter sido buscado no tempo, ele poderia muito bem ter sido lançado entre o Clássico "Dirt" de 1992 e o disco "Alice in Chains" de 1995, tamanha a semelhança sonora com as faixas daquele época, aliás das bandas surgidas no chamado movimento Grunge em Seatlle nos anos 90 o Alice In Chains é a que se mantém mais fiel ao seu estilo musical.

O disco que sugere no seu título que os esqueletos de dinossauros foram implantados na terra pelo demo para confundir os humanos e deixa-los céticos quanto as teorias religiosas da formação do mundo não passa de uma piada, curiosidades a parte, o álbum é um verdadeiro deleite para os fãs do som soturno e pesado imortalizado pela banda na década de 90, mas não achem que o som da banda soa repetitivo ou datado, as faixas são muito boas, o single "Hollow" que abre o disco dá uma boa amostra do que vem pela frente, "Pretty Done" mantém o ritmo até a chegada do primeiro grande destaque do disco, "Stone", matadora, com sua introdução de baixo, rifs e um ótimo solo do mestre Jerry Cantrell, clássica. "Voices" e "Scalpel" são as baladas do disco, maravilhosas no mesmo nível de clássicos como "Heaven Beside You". Já faixas como "Lab Monkey", "Low Ceiling" e "Breath on A Whindow" são aquelas faixas que ajudam a fortalecer a opinião de que o álbum nasceu na década errada,pois são noventista ao extremo, maravilha! Para finalizar vou citar outros dois grandes destaques do disco, a  longa faixa título "The Devil Put Dinosaurs Here" com seu andamento soturno e lento que explode num refrão angustiante e maravilhoso e a não menos longa "Phantom Limb" que já começa com um rif sensacional logo de cara e segue com Duval e Cantrel arrepiando numa dobradinha incrivel nos vocais, na minha opinião esta é a melhor música dos caras desde o seu retorno, foi maravilhoso conferir esta faixa ao vivo em Porto Alegre.

Provavelmente o disco não trará novos fãs ou mais destaque para a banda, mas parece que a banda não está nenhum pouco preocupada com isto, já que proporcionou uma verdadeira viajem aos anos 90 para seus velhos e apaixonados fãs.





Confira abaixo no player da Rádio Resenhas de Rock: "Stone", "Voices" e "Phantom Limb".


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Alter Bridge - Fortress


Salvando a Lavoura!!

Nota: 10

Antes de falar deste álbum uma rápida aulinha de história, o Alter Bridge surgiu em 2004 com a pausa da banda Creed, que fez muito sucesso na virada da década passada, o novo grupo era formado pelos mesmos integrantes do Creed, com exceção do vocalista Scott Stapp substituído pelo então desconhecido Myles Kenedy, ex vocalista da não menos conhecida banda The Mayfield Four. No mesmo ano lançaram o álbum One Day Remains que ainda trazia ecos do som comercial e chiclete  popularizado pelo Creed, mas também ja trazia a raiz do que vem a ser o atual som da banda, em faixas com "Find To Real" e "Metalingus" por exemplo. Em 2007 veio o segundo e aclamado álbum "Blackbird", considerado o melhor disco da banda, com uma sonoridade mais trabalhada, melódica e apontando para o metal alternativo. O terceiro álbum da banda, AB III de 2010 segue a mesma frequência, porém não teve o mesmo impacto que o anterior. De lá pra cá a banda fez uma pausa, Myles Kenedy virou vocalista e braço direito do guitarrista Slash, fazendo turnês e lançando discos inclusive, os outros integrantes se dividiram em outros projetos, o guitarrista Mark Tremonti lançou o de maior destaque, um disco solo espetacular no ano passado, e após tudo isto a banda se reuniu novamente no inicio deste ano para gravar este quarto disco.

Pois bem, lançado no último dia 30 na Europa o álbum Fortress deve destronar o Blackbird da posição de clássico da banda, apontado e aclamado pela mídia internacional o álbum é tido como um acalento e oasis para os sofridos fãs de rock e metal. O disco traz a banda reunida novamente e em perfeita sintonia, fazendo um som capaz de agradar até o mais exigente "headbanger". Tremonti e Myles consolidam umas das mais bem sucedidas parcerias do rock nos últimos tempos. As 12 canções do disco soam poderosas, consistentes e matadoras, ouvi-las repetidas vezes é um deleite para qualquer fã de boa música.

Fica difícil destacar alguma música, o mais correto seria um faixa a faixa, mas tentarei ser breve nos comentários, e não deixar o lado fã influenciar, "Cry of Achiles" começa calma e diferente com um dedilhado de violão clássico, e após uns 30 segundos a guitarreira pega e logo entram os vocais únicos de Myles, ótima e longa faixa de abertura, não poderia começar melhor, segue o single "Addicted to Pain", visceral e porrada, a banda não poderia ter escolhido faixa melhor para single. Sem tempo para respirar entra uma das melhores faixas que a banda já compôs, "Bleed It Dry", pesadona e com um dos melhores refrões do álbum tem tudo para virar um clássico. Só na quarta faixa a tempo para tomar um fôlego, aparece a pseudo balada "Lover", não se enganem com os versos sussurrados de Myles no inicio da música, ela é muito mais do que uma faixa lenta, "Lover" é a balada mais pesada e densa que a banda já produziu, foi a grande surpresa do disco para mim, não esperava muito desta faixa antes de escutar o álbum. "The Uninvited" e "Peace is Broken" trazem de volta o som acelerado do disco, com destaque para o forte poder comercial da segunda, a coisa parece que vai dar uma acalmada na bela "Calm de Fire", com Myles cantando de forma delicada, quase lirica, com o passar dos segundos vai entrando um som meio eletrônico, e quando tu acha que coisa vai degringolar entre a guitarra de Tremonti trazendo a música de volta pro disco, o resultado final mantém a média lá em cima do disco. "Water Rising" é outro destaque do álbum, trazendo os vocais do guitarrista Tremonti e participação de Myles apenas no refrão, alias um senhor refrão, explosivo e destruidor. "Cry a River" e "Farther Than The Stream" fazem uma dupla peso pesado e nos levam até parte final do álbum. Agora sim, a balada "All Ends Well" da uma adoçada no disco, sendo a única faixa a trazer lembraças da outra banda dos caras, a faixa que poderia tocar em qualquer rádio sem machucar os ouvidinhos do público abre caminhos para a épica faixa de encerramento, "Fortress" que em quase 8 minutos une todas as qualidades da banda, fico com a imprensão que a faixa tem para este álbum o mesmo valor que a faixa "blackbird" tem para o álbum homônimo de 2007.

Depois de pouco mais de 1 hora de duração o sentimento é só um, direcionar o player para a primeira faixa e iniciar a viajem novamente, e repetir e repetir. Me parece que o álbum do ano para este blog acabou de ser coroado, sem mais.




Confira abaixo no player da Rádio Resenhas de Rock: "Cry of Achiles", "Addicted to Pain", "Lover" e Bleed it Dry".