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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Aerosmith - Music From Another Dimension!






Nota : 7

Realmente 2012 ficará marcado pelo retorno das bandas dos anos 90 e pelo renascimento de alguns dinossauros da década de 70, depois de Van Halen e do Kiss, é a vez do Aerosmith (eu já não esperava mais nada inédito destas bandas). Pois ontem caiu na internet  a versão completa do tão aguardado novo álbum do Aerosmith, Music from another dimension!

Após 11 longos anos chega o tão aguardado disco dos titios do rock, e o disco surge bem eclético, ao longo da audição temos de tudo, rock, pop, balada, musica boa e... música ruim.

Pois bem, vamos as músicas do álbum: o álbum inicia bem, "Luv XXX" que apesar de ter uma introdução desnecessária de quase 1 minuto, é um  bom rock, com bateria marcante, lembra um pouco os álbuns do fim dos anos 80, em seguida vem "Oh Yeah" rock clássico, com backvocal feminino, muito boa, no inicio da faixa até achei que estava entrando um som do The Who. A Terceira faixa é "Beautiful", faixa mais hard, com refrão melódico, me fez lembrar o "Nine Lives", uma das minhas faixas preferidas do disco.

A quarta faixa é a primeira balada das muitas que ainda virão, e de cara é a melhor, é uma faixa semi-acústica, e parece uma irmã mais nova de "crazy" destaque para o belo solo de Joe Perry. A próxima faixa chama-se "Out go the lights" e é um dos grandes destaques do disco, rockão funkeado, novamente com adição de vocais femininos e a banda destruindo no instrumental por quase 7 minutos, clássico. A sexta faixa é a já conhecida "Legendary Child", apenas uma boa faixa, em seguida vem o novo single "What Could have been love", açucarada demais, pronta para as rádios, porém continuo achando-a uma das mais fracas do disco.

Aqui novo parágrafo para a oitava música, "Street Jesus", outro ponto alto do disco, outra faixa comprida e alucinada, a banda esbanja categoria nesta faixa, cumprindo a promessa da banda de resgatar os bons tempos neste álbum, pena que a próxima música quebra o clima, "Can´t stop lovin' you", é outra balada, traz um dueto entre Steven Tyler e a cantora Carrie Underwood, ficou meio "balada-power-contry-rock" deve fazer sucesso lá pelos EUA, mas não acrescenta nada de interessante ao disco. Faixa 10, entra a já conhecida "Lover Alot", ésta é a "Falling in love" do disco, muito boa e ficando com o posto da mais rockeira do álbum.

Aqui tenho duas noticias para dar, uma boa e uma ruim, a boa é que ainda faltam 5 músicas para terminar o álbum, e a ruim é que "Lover Alot" foi a última faixa boa do disco. "We all fall down" é uma composição de Diane Warren, a mesma que compôs o hit "I don't want to miss a thing" (trilha do filme Armagedon), basea-se numa balada melosa, que é até melhor que o single "What Could have been love", mas não deve nem de perto fazer o sucesso da música do fim do mundo. A  faixa 12 é cantada por Joe Perry, "Freedom fighter", e fico com a mesma sensação de quando escuto Keith Richards cantando nos Stones, de que não é porque o cara é um bom guitarrista que pode sair cantando, a faixa é fraca, assim como os vocais. "Closer" é uma faixa meia boca, feita para encher disco, enquanto "Something" é outra cantada por Perry, esta é melhor que a primeira, tem um pouco de Beatles da época psicodélica, porém Perry não convence cantando, e finalmente " Another last goodbye", outra balada que encerra o disco de forma sem graça, sem sal, sem noção, lamentável.

Pois bem, passado tanto tempo deste o último disco de inéditas era de se esperar mais dos caras, afinal de contas era quase uma música para cada ano parados, o disco tem momentos muito fracos e desnecessários, a banda não precisava disto, e nem estou falando das baladas, afinal elas sempre fizeram parte do universo da banda, é uma pena, porém boa parte do álbum é de pouca inspiração, mas pra quem já não esperava mais nada inédito da banda, estou saindo no lucro.



Bônus!!  

Também já esta na net 3 faixas bônus do disco, "Up on the mountain" é boazinha, mas tem cara de lado b mesmo, "Oasis in the night" é uma balada cantada por Joe, não vou nem dizer nada... E "Sunny side of Love" é boa, pop rock bem radiofônico, climão de sessão da tarde, poderia estar no disco, pena ter ficado para bônus.

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domingo, 28 de outubro de 2012

No Doubt - Push and Shove



Nota : 7

Esta faz do parte do revival de bandas que bombaram nos anos 90 e estão de volta agora, o No Doubt é uma banda antiga, formada em 1986, que estourou mundialmente na segunda metade da décadas de 90 com seu terceiro disco, Tragic Kingdom, que trazia uma miscelânea de estilos, muito rock, ska, pop, e até reggae, a banda dominava o mundo nesta época. De 2004 até 2008 a banda deu um tempo, neste período a vocalista Gwen Stefani criou uma respeitável carreira solo, com dois cds lançados, álbuns pop que elevaram a cantora como uma das divãs da música pop da última década. Só que Gwen é uma mulher de banda, e esta de volta com seus companheiros.

Após 11 anos sem um disco de inéditas a banda nos entrega um bom cd de  pop, com uma pegada bem eletrônica, infelizmente o ska e o rock da década de 90 ficaram para trás, faixas como o single "Setlle Down" e "Gravity" são daquelas canções pop prontas pra bombar nas fm's planeta afora, já "Looking hot" e " One more Summer" devem bombar nas pistas de dança. "Easy" é uma baladinha que lembra carreira solo de Gwen, enquanto "Undone" é uma linda balada que remete aos tempos de "Don't Speak".

A banda merece os parabéns por ter dado a cara a bater depois de tanto tempo, a sonoridade da banda esta moderna e pronta para conquistar novos públicos, más ficou aquela saudade das guitarras e dos trompetes, quem sabe o No Doubt "roots" não volta no próximo disco?


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sábado, 27 de outubro de 2012

Mumford e Sons - Babel





Nota : 8,5

Mumford e Sons é uma banda de folk-rock inglesa formada em 2007, que teve enorme repercussão e sucesso com seu disco de estréia, Sigh no More, de 2009, que teve várias indicações e ganhou vários prêmios mundo a fora. O som da banda é todo baseado em instrumentos semi-acústicos, como vilão, banjo, bandolim, teclados e atá acordeon, tudo isto unido aos potentes vocais do vocalista Marcus Mumford.

Pois a banda chegou finalmente ao teste do segundo disco, lançado em setembro passado, o disco Babel alcançou rapidamente as primeiras posições nas paradas internacionais. A banda não quiz ousar nem inovar, e no caso do Mumford e Sons isto é um alivio, as faixas continuam muito boas remetendo as bons tempos de artistas como Neil Young e Bob Dylan, destaque para faixas como o sucesso "I Will Waint", para a faixa de abertura "Babel" e as belas " Lover of the light" e "Lover's eyes".

Existem bandas que não precisam provar nada para ninguém logo de cara, e o Mumford e Sons já entra direto para o grupo, se quiser ficar sempre fazendo o mesmo som pode ficar, pois quando a música é boa ela não precisa mudar.


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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Three Days Grace - Transit of Venus





Nota : 6

Os canadenses do Tree Days Grace estão de volta, com seu quarto disco de estúdio, Transit of Venus, perto de comemorar 10 anos do lançamento do seu primeiro disco, a banda segue fazendo um som mais do mesmo, músicas pesadas, baladas angustiadas, tipico de uma banda pós-grunge.

O disco não traz nada de novo, você ouve, ouve o disco e parece que está sempre na mesma música, nem a a cover de "Give in to me" de Michael Jackson empolga, ficou apenas uma boa homenagem, a faixa mais interessante e destoante é a boa "Time that Remais" que contem violões e teclados, ficou diferente e aponta um caminho, que aliás a  banda deveria seguir.

Parece que a banda seguirá sem conseguir emplacar um novo hit do porte de "I hate Everything about you" e tampouco nos entregar uma boa coleção de canções como nos dois primeiros discos, o álbum agradará apenas as velhos fãs da banda, é uma pena, pois eu continuo achando que esta é uma banda que pode mais.






Richie Sambora - Aftermath of the Lowdown


Nota :5

Richie Sambora é o lendário guitarrista da banda de hard rock Bon Jovi, a banda mais odiada/amada entre os rockeiros, todos falam que odeiam mas não tem um que nunca cantou junto "Living on a prayer" ou aumentou o volume do som do carro logo na introdução de "Keep the faith", ou até mesmo sofreu uma dor de guampa ao som de uma balada dos caras? Pois bem, ao longo dos anos Richie já lançou 3 álbuns solos, já considerando este "Aftermath of the Lowndown", antes foram lançados "Stranger in this town" em 1991 e Undiscovered Soul, em 1998.

Pois bem, diferentemente, dos outros dois bons álbuns lançados em períodos de pausa da banda este álbum sai agora meio sem sentido, já que a banda esta prestes a voltar com novo disco e uma mega turnê mundial, e o disco parece refletir a atual fase da banda, é franco, assim o como o último da banda, "The Circle" de 2009. Parece um amontoado de sobras requentadas do Bon Jovi, o single "Every road leads home to you" até quebra um galho, é bem radiofônica, mas nada demais. O problema do disco é que falta qualidade mesmo, os rocks não empolgam e as baladas não emocionam, o rockeiro também decepciona na hora de inovar, faixas moderninhas como "Burn the candle down" e "Sugar daddy" são fracas.

Pra não dizer que tudo esta perdido, se salvam 4 músicas, o power contry de "Takin a chance on  the wind", a pesadona e melhor do disco "Learning how to fly" e as baladas "Weathering the storm" e "Seven years gone" que remetem aos tempos do Undiscovered Soul. Agora só nos basta esperar um pouco mais de inspiração para os próximos trabalhos porque este passará batido.




quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Stone Sour - Holse of Gold and Bones pt. 1




Nota :7,5

Stone Sour é uma banda de metal alternativo formada em 1992 pelo vocalista Corey Taylor e pelo baterista Joel Ekman, porém a banda entrou em hiato no ano 1997 antes mesmo de lançar seu primeiro cd, o motivo foi o sucesso da banda paralela de Taylor, o Slipknot, a banda voltou a ser reativada em 2002 com o lançamento do seu primeiro cd, auto intitulado Stone Sour, dá lá pra cá, Taylor vem intercalando lançamentos de suas duas bandas. Aqui no Brasil não é muito popular, mesmo tendo tocado no palco principal do último Rock in Rio.

No inicio deste ano Taylor anunciou o lançamento deste disco, como um álbum conceitual, o  tema seria a entrada de um personagem na vida adulta, algo como um The Wall moderno, a parte 1 lançada agora e a segunda parte para maio do ano que vem. Talvez por esta promessa minha expectativa era grande para com este lançamento, e depois de ouvir o disco algumas vezes cheguei a conclusão de que não tem nada de novo ou surpreendeste aqui, inclusive o disco anterior, Audio Secrecy de 2010, parece bem superior a este.

O cd até começa legal,  "Gone Sovereign", Absolute Zero" e "Rumor of Skin" são as tipicas faixas pesadas com apelo comercial, coisa que a banda faz muito bem aliás, "The Traveleres pt. 1" é uma faixa acústica que serve de introdução para "Tired" com um inicio que lembra um pouco a sonoridade do Iron Maiden, boa música, e o disco segue sem grandes novidades ou surpresas,  dá pra destacar a baladona cortante chamada "Taciturn" e a última faixa, "Last of the Real" que encerra  disco no mesmo clima do inicio, talvez já abrindo caminho para o próximo disco.

Como deu pra ver, não é um cd ruim, longe disto, mas ás vezes o excesso de expectativa atrapalha, portando ouça sem expectativa alguma que com certeza terá uma experiência sonora mais interessante.


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terça-feira, 23 de outubro de 2012

World Fire Brigade - Spreading My Wings


Nota : 8,5

Word Fire Brigade trata-se de um projeto paralelo de integrantes de várias bandas americanas de rock da última década, capitaneado por Brett Scallions, ex vocalista da banda Fuel, o grupo ainda conta com integrantes de bandas como (Smile Empty Soul, Shinedown e Buckcherry). A proposta inicial do grupo era apenas compor músicas sem compromisso, talvez disponibilizar faixas para outros artistas, porém, segundo a banda o resultado foi tão bom que a banda resolveu lançar seu próprio disco.

E realmente o resultado final é bom mesmo, as faixas são mais pesadas e densas que a grande maioria das faixas composta pelas bandas e ex-bandas dos músicos envolvidos no projeto, a sonoridade é bem pós-grunge, som sombrio e pesadão. Destaque no cd para as faixas "Weight of the Word", com grande potencial para single as pesadas "Spreadyng me wigs", " All You Know", "Take me away" e All my Demands". 

O lado lento do disco também marca presença com duas ótimas "baladas", no maior clima chuvoso, alás nas baladas se percebe o quanto ainda canta bem o vocalista Brett Scallions, "Shell of me" tem guitarras que me lembrou muito o estilo do guitarrista Mike Mcready do Pearl Jam na primeira audição e pra minha surpresa é o próprio que toca na faixa, participação mais do que especial, lindo solo de guitarra, já a faixa "Free and Sane" começa lentona e vai crescendo, e explode num dos melhores refrões do disco, esta também tem muito de Pearl Jam. Ainda há uma ótima faixa chamada "fly" bem curtinha (1:14min) só voz, violão e assovio bem no meio do disco, parece que dividindo-o em duas partes. Disco altamente recomendado para quem curte o rock da América da última década.



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domingo, 21 de outubro de 2012

Band Of Horses - Mirage Rock


Nota: 8

Band of Horses se trata de uma banda relativamente nova, formada em 2004 em Seatle, EUA a banda logo assinou contrato com a lendária gravadora sub pop, o som dos caras já foi enquadrado como indie rock, mas eu gosto mais do termo rock alternativo nesta caso, após os bons cds, Everything all the times de 2006, e Cease to begin de 2007,  a banda alcançou maior público e projeção mundial com o ótimo Infinite Arms de 2010, fazendo com que a banda tocasse em importantes festivais mundo a fora e abrindo shows de bandas como o Pearl Jam.

Este quarto trabalho foi lançado em setembro cercado de muita expectativa pois todos queriam saber como a banda se portaria musicalmente depois do sucesso mundial, e a banda se sai muito bem neste novo trabalho, tente não se apaixonar pelas pegajosas "Knock, knock" ou "Eletric music", já faixas como "How to live" e "A little biblical" trazem  as melodias açucaradas dos trabalhos anteriores, já o grande destaque do disco fica por conta de "Dumpster Word" com sua introdução meio Jazz, meio folk, passando por um refrão bem pesado, baita música.

Talvez o álbum não seja tão bom quanto o anterior, más é um bom trabalho e tem seu lugar de luxo na discografia desta ótima revelação dos últimos anos.


Local h - Hallelujah! Im a burn


Nota : 10

A internet realmente é fantástica, um dia destes estava eu navegando num fórum russo, sim russo, de música quando me deparei com este disco postado, além da bela capa o estilo musical descrito me chamou a atenção(grunge, rock alternativo), porém nunca ouvi falar de tal banda, pois bem baixei e coloquei pra rolar, pirei já na primeira música, depois de uma rápida pesquisa já deu pra saber de quem se tratavam, pois bem Local H é uma banda americana, mais especificamente um duo formado por Scott Lucas e Brian St. Clair em 1987, sim a banda tem nada mais nada menos do que 25 anos, e é razoavelmente conhecida nos EUA e tem uma boa base de fãs na Austrália, no Brasil nunca teve nada lançado, ao longo deste tempo a banda já lançou 7 discos e alguns ep's sempre procurando trabalhar cada álbum em cima de um tema especifico, vagando entre o rock alternativo, grunge, stoner, fazendo um casamento perfeito de barulho com melodia em seus trabalhos, o primeiro disco dos caras só saiu em 1995, Ham Fisted, um disco grunge até a medula.

Pois bem, feitas as apresentações vamos ao disco, Hallelujah! Im a burn é um trabalho conceitual, são 17 faixas falando de politica e o momento atual dos EUA, "coincidentemente" lançado agora, em épocas de eleições por lá. O álbum é um prato cheio para órfãos do grunge e do rock dos anos 90, em momentos lembra Nirvana, em outros Quens of the stone age, lembra um pouco também a banda australiana "The Vines", provavelmente formada por fãs do Local H. Não posso citar músicas, seria injusto com as outras, TODAS as músicas são fantásticas, uma faixa se encaixa perfeitamente na próxima formando um verdadeiro disco conceitual, e a banda  brilha perfeitamente em músicas que vão da mais insana gritaria e pauleira passando logo em seguida para belas melodias, não tenho palavras, só mesmo escutando o disco.

Pelo que escutei do restante da discografia da banda este Hallelujah! Im a burn deve ficar entre os melhores trabalhos da banda, mas vale a pena buscar toda a discografia dos caras, em torrent é possível encontrar, e graças a internet descobri esta fantástica banda, salve a Santa Banda Larga!




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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ZZ Top - La Futura


Nota: 10

Outra banda clássica ressurgida este ano é a dos barbudos do ZZ Top, e olha, a espera por 9 anos sem um disco de inéditas deve ter agrado aos fãs, temos em mãos outro discaço de Rock an Roll, assim como o Kiss, esta e uma banda clássica que eu não conheço muito bem, apenas as canções mais clássicas e era isto, até agora.

O disco novo tem uma sonoridade encorpada, moderna e ao mesmo tempo remete a estrada, aos bares, e as motocicletas, símbolos da banda, me parece que a mão do produtor Rick Rubin merece parte dos méritos por o disco descer tão redondinho, não tem música fraca. "I gotsta get paid", Chartreuse" e Consumption" são tão boas que quando você vê já esta entrando a quarta faixa, e o tempo parece que não passou, "Over You" é balada pra macho, voz rouca, amargura, solo de guitarra, linda. "Heartache in blue" abre as portas da festa novamente, esta com uma pegada mais blues e prepara o caminho para dois mega hits do disco "I dont t wanna lose, lose, you" e "Flyn high" são daquelas músicas memoráveis que dá vontade de largar tudo e  pegar a estrada, e que dane-se  o resto. "It too easy manana" é outra balada arrastadona que nos trás devolva para o balcão do bar, e 5 minutos depois já estamos pegando estrada novamente com "Big shiny nine" e " Have a litle mercy" é o blues que encerra o disco. Mais um disco curto, com menos de 40 minutos que entra pra turma dos melhores de 2012, a música é algo fantástico mesmo, capaz de fazer uma banda que você nem lembrava que existia lançar um disco e te deixar alucinado, viva o Rock and Roll.


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Kiss - Monster


Nota: 9

Olha vou me entregar de cara, não sou um grande conhecedor da carreira e da discografia do Kiss, só sei que este disco novo está maravilhoso, é Rock n'Roll dos bons, puro e direto sem frescura ou firula. O disco, gravado de forma analógica, aliás esta virando moda entre as bandas clássicas, ainda bem, é imensamente superior ao disco anterior, Sonic Boom, de 2009. 
Nem a falta de baladas no disco atrapalha o sucesso do playlist, alias a sonoridade do disco esta na divisa do Hard Rock, quase pendendo pro metal. A sequência inicial é matadora, "Hell or Hallelujah" abre muito bem o caminho para a pesadíssima "Walk of Soud", a provável  single "freak", e o socão na cara de "Back to the Stone Age", depois vem a empolgante "Shout Mercy", minha preferida no disco, e a pauleira segue assim até o final do disco, ainda vou destacar a Sombria "The Devil is me", a alegre "All for the love of rock and Roll"(claro que não ia faltar uma música contendo a palavra Rock and Roll!) e a última faixa, "Last Change" que encerra o disco de maneira matadora, aliás esta soa como um recado, pois talvez esta seje a última chance de curtir um disco inédito da banda, eu vou aproveitar a minha.


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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

The Killers - Battle Born


Nota : 8

Depois de 4 anos sem um disco de inéditas e completando seus 10 anos de carreira o The Killers nos apresenta seu mais novo álbum, Battle Born, lançado em setembro passado. A banda consolidada como uma das mais importantes da última década já não tem mais nada a provar, pois já esta no patamar de lotar estádios em suas turnês e talvez por isto mesmo tenha feito um álbum com a sua cara, nem mais rock, nem mais dançante, nem parecido com isto ou aquilo, é apenas The Killers, na sua essência.

O disco tem uma produção impecável, aqui tem a mão de pelo menos quatro produtores renomados o que dá ao disco status de mega produção, e realmente a banda prova isto com faixas fortes e hits certeiros, entre as principais faixas do disco o primeiro single, "Runaways" é a faixa mais simples, sem exageros, porém fica abaixo dos singles que puxaram os discos anteriores, não tem a efevercência de "Somebody Told me", tampouco a pegada de "When You Where Young". Já a faixa de abertura "Flesh and bone" tem aquela  pegada de pista, a mesma do hit "Human" do álbum "Day e Age", enquanto faixas como "The Way It Was"
"A Matter of Time" e "The Rising Tide" tem uma pegada rockeira e grande potencial para se tornarem  hits daqueles de cantar junto nos shows. Outro destaque fica por conta das interpretações emocionantes de Brandon Flowers nas baladas "Here with me" e "Be Still" a primeira aliás logo deve estar tocando sem parar no seu rádio, porém a melhor faixa do disco, e uma das melhores que a banda já produziu, é a faixa que dá nome ao disco e encerra o álbum de forma grandiosa, talvez até épica, faixa maravilhosa.

 O disco só não é nota 10 porque tem algumas faixas mais francas pelo meio do set, porém, em contra partida,  nas edições especias do disco que estão disponíveis pela web dá pra encontrar dois b-sides, "Prize fighter" e a ótima "Carry me home" honrando a tradição de banda de produzir boas faixas e deixar de fora dos discos (dando espaço para outras inferiores) e alguns bons remixes para "Flash and bones" e Runaways".


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sábado, 13 de outubro de 2012

Matchbox Twenty - North

 Nota: 7

Parece que 2012 vai ficar marcado pelo retorno das bandas dos anos 90, o Matchbox é uma delas, quem nunca curtiu e cantou junto faixas como "push" ou "3 am" do clássico álbum de estréia da banda "Youself or Someone Like You" de 1996, a banda ainda viria a lançar os bons discos "Mad Season" em 2000 e "More Than You Think you Are" em 2002, após isto o mundo foi tomado por astros de hip hop e bandas indies, e o pop rock chiclé da banda perdeu espaço, a banda entrou em hiato em 2004, lançando apenas uma coletânea com algumas faixas inéditas em 2007 e volta agora novamente para lançar seu quarto disco somente de inéditas, a questão é, na música atual ainda existe espaço para o Machbox Twenty?

O Albúm abre com a interessante "Parade", boa música, refrão pegajoso e solo marcante, esta faixa soa contemporânea, poderia por exemplo estar no último disco do Coldplay, logo em seguida vem o primeiro single "She's so mean", sem dúvidas a melhor faixa do disco, rock bem pegajoso daqueles como a banda fazia como ninguém a 15 anos atrás, no disco também estão aquelas faixas pops que bandas como Marrom 5 daria a alma pra ter escrito, mas são especialidade da casa tente não sair chacoalhando com "Put your hands up", "Our Song" ou "Radio", e as baladas também estão aqui, porém só merece destaque a bela "Overjoyed". Até aí tudo certo, o problema é que as outras faixas oferecem pouca inspiração, há algumas baladas sem graça e rocks moderados que não empolgam, por exemplo a faixa "English Town" que até tem um trabalho legal de guitarras mas parece que não decola. Na média final o álbum é bom, mas deve passar batido pelo grande público, chamando atenção apenas de velhos fãs como eu.









sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Muse - The 2nd Law

nota: 9


The 2nd Law é o sexto álbum de estúdio da banda inglesa, o Muse se consolidou nos últimos anos como uma daquelas bandas amadas por muitos e odiada por outros tantos, talvez por imprimir um estilo próprio de compor, sem nunca deixar de lado algumas das suas principais influências, como Queen, Radiohead e U2. A banda assombrou seus fãs quando anunciou influências de música eletrônica para este novo trabalho, mas as influências não são tantas assim, de cara o álbum nos apresenta a faixa "Supremacy", uma mutação de influências, a música  lembra "Kashimir" do Led em seus momentos de orquestração e tem uma introdução que me fez lembrar "Gasoline" do Audioslave, no mais é um novo épico do Muse, dizem que a faixa seria a trilha do novo filme do 007, mas na última hora preferiram que Adele cantasse, azar dos fãs de Bond. Após este baita cartão de visita vem a balada "Madness", começa lenta com um pouquinho do tal som eletrônico e vai crescendo e ficando boa até terminar numa vibe esperta que faz lembrar muito U2, aí entra a candidata a superhit "Panic Station", baixo a lá RHCP na introdução com batida funkeada no maior clima anos 80, bom solo de guitarra e até trompetes se escuta por aqui, pausa pra respirar na quarta faixa afinal o show recém começou...

A quarta faixa é apenas uma introdução para "Survival", tema das ultimas olimpíadas, que ficou muito melhor recheando um disco do Muse do que tentando carreira solo no evento olímpico, outro épico, esta a lá Queen. Após esta entra "Follow me" a segunda faixa com sons eletrônicos do disco, faixa perfeita para pistas e remixes, ficou boa, pois dá pra notar que ainda é Muse, aí entra "Animals", outra faixa crescente, esta ta mais pra Radiohead, vai ficando boa, ficando boa até que fica pesadona e quando parece que vai entrar um solo matador, termina a música e se escuta apenas umas vozes, com se reclamando de algo, provavelmente do fim da  música, só pode... muito bom. O Clima baixa novamente e vem "Explorers" típica balada do  Muse, muito bonita, deve fazer sucesso tocada ao vivo. A nona Música é "Big Freeze" faixa pop, também com potencial para hit, a música é boa, mas achei obvia demais.

As duas próximas faixas são compostas e cantadas pelo baixista Christopher Wolstenholme, "Save me" é uma balada bem interessante se encaixando bem na seqüência do disco, já "Liquid State" é pesadona com guitarra e bateria alta, porém acho que o vocal não combinou bem com este tipo de Música, na voz de Bellamy esta seria umas das melhores faixas do disco. 
E o tal do post-dubstep, vertente de música eletrônica que eu nunca tinha ouvido falar até então? Ele finalmente aparece nas duas últimas faixas do disco, apenas instrumentais sem letras, a primeira é mais agitadinha e meio robótica, até que é legal, já a segunda parte é mais calma e encerra o disco de forma tranquilinha, olha, as duas faixas são mais interessantes que a sinfônica chatíssima que encerrou o disco anterior, o "Resistance" de 2009. Moral da história, o Muse dá um passo á frente, sem deixar de ser um caldeirão de influências e no mesmo tempo ter sua identidade própria, isto é Muse, e isto ainda é muito bom.




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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Tremonti - All I Was


nota: 9,5

Tremonti é o projeto solo de Mark Tremonti, membro fundador da banda de pós grunge Creed e do aclamado Alter Bridge. Aproveitando o hiato do Alter Bridge e se preparando para voltar com o Creed ainda este ano o cara aproveitou os primeiros meses deste ano para trabalhar em cima de algumas músicas que não foram aproveitadas por suas bandas, e lançá-las, assumindo (por risco e conta própria) os vocais em todas as músicas, e para a surpresa de muita gente Mark Tremonti conseguiu lançar um disco fantástico, se consolidando como um dos maiores guitarristas desta geração e de quebra mandando muito bem nos vocais. O disco sem dúvida é o mais pesado da sua discografia, inclusive a crítica internacional já o considera um dos melhores discos de metal do ano. Faixas como o single "You waste your Time", "So you're afraid" e a visceral "Wish you well" tem um peso e uma qualidade impressionantes. Lógico que a sonoridades de algumas remetem ao Creed, casos de "The Things i've seen",  a candidata a single "Proof" e a única balada do disco " New way out" que é por sinal é uma das melhores, Mark manda muito bem nos vocais e não nos deixa sentir falta nenhuma do Scott Stapp. O conjunto de músicas que lembra Alter Bridge é maior, destaque para a densa "Brains",  "Giving up" e "Leave it Alone", esta abre o disco de forma magistral, e é possivel imaginar traquilamente Myles Kennedy cantando-a. Recomendo para fãs do Creed, do Alter Bridge, de Metal e Rock em geral, pois independente de rótulos o albúm é de muita qualidade, ele simplismente não tem músicas fracas, curta bem alto.



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Green Day - Uno!

nota: 8,5

Outra banda bacana que esta de volta após três anos  é o  trio Green Day, e contra a vontade da própria gravadora a banda promete uma trilogia, iniciando pelo já lançado "Uno", "Dos", com lançamento previsto para novembro e obviamente "Tré" que deve sair em Janeiro próximo, segundo a banda cada disco terá um estilo diferente, sendo este primeiro de power rock, o segundo terá uma sonoridade mais garageira e o terceiro será opera rock, na linha do American Idiot. Voltando pro disco, de cara temos o petardo "Nuclear Family", sonzera na linha do dookie, seguida pela regular " Stay the Night" que parece uma sobra do disco anterior, a festa começa novamente com a boa "Carpe Diem" e outra paulera chamada "Let youself go", nesta faixa você fica com a impressão de "Poxa o Green já deve ter umas 4 músicas iguais a esta" e daí, uma das características do punk rock é está mesmo, as bandas se repetem e no caso do Green Day isto é muito bom, segue o baile e vem a dançante "kill the Dj" esta sim é diferente e deve agradar tanto novos como velhos fãs da banda. A trinca "Loss of Control", "Troublemaker" e "Angel Blue" dão continuidade ao clima festeiro do disco, e quando vemos já estamos na última faixa " Oh love", primeiro single e única balada do disco, confesso que a primeira vez que escutei esta faixa não gostei, achei muito parecida com "21 guns" do disco anterior e não vi novidade nenhuma na música, más após algumas audições passei a curtir o som, que alias ganhou belo clipe com a banda tocando e bebendo no meio de um monte de modelos bonitas. Não este disco não é a salvação da lavoura, mas garante festa de qualquer um que foi adolescente nos anos 90.


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The Wallflowers - Glad All over


nota: 9,5

Eis aqui uma volta triunfal deste 2012, A banda capitaneada por Jakob Dylan, filho do homem, retorna com um excelente disco, lançado no último dia 09, após um hiato de 7 anos a banda apresenta seu sexto disco de inéditas em mais de 20 anos de carreira, e parece que o tempo parado fez bem para a banda, o disco novo confirma minha tese de que disco bom não precisa ter mais do que 40 minutos para chamar a atenção, e a banda faz isto muito bem e nos entrega 11 belas canções, o grande destaque do disco fica por conta das faixas mais dançantes, "Misfitis and lovers", o single "Reboot the mission" e "Have mercy on him now" botam pra quebrar com seus teclados e guitarras marcantes, aliás as duas primeiras faixas tem participação de Mick Jones, ex guitarrista do The Clash, e é possível ver a influência do Clash em todo o disco. Outro destaque do disco é "Hospital for sinners" que abre o disco com um a sequência de instrumentos entrando um após o outro e logo se escuta a voz aveludada de Jakob, rockão dos bons, já "Love is a contry" é daquelas canções de se escutar dias sem parar, uma linda balada com certeza, já "First one in the car" e "It Won't be long" rementem a sonoridade do platinado disco "Bringind down the horse" de 1995, chegando mais pro final as canções perdem um pouco de intensidade, mas nada que impessa o The Wallflowers de ter lançado  um dos melhores discos do ano.



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Finalmente!

Boa noite!!

Depois de anos parece que finalmente vou realizar meu desejo de escrever um blog sobre música, a idéia inicial é resenhar lançamentos e clássicos de artistas que gosto, sem rotular estilos ou gêneros, a idéia é apenas  falar de rock, não sou especialista tão pouco músico, portanto não espere análises técnicas, sou apenas um fã de rock e gostaria de expressar minha opinião e de quebra divulgar a boa música em breve os primeiros posts, já que 2012 esta sendo um ano fantástico para o bom e velho rock and Roll!!!


 






                                                                                                   Abraços!!!!