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domingo, 11 de novembro de 2012

Soundgarden - King Animal






Nota : 8,5

Este talvez seje o álbum mais aguardado pelos "gruners" de plantão nos últimos dois anos, desde que o Soundgarden anunciou o retorno em 2010. A banda, considerada um dos 4 pilares do rock de Seattle, ao lado de Nirvana, Pearl Jam e Alice in Chains foi responsável por disseminar a cena de rock da cidade chamada de "grunge" pelos 4 cantos do mundo no final dos anos 80 e inicio dos 90, ao lado do Alice in Chains a banda se destacou por fazer uma sonoridade mais soturna e metaleira do que  Nirvana e o Pearl Jam. Após 5 álbuns de estúdio lançados entre 1984 e 1996 a banda deu um longo tempo, retornando somente em 2010, nestes anos de fastamento seus integrantes se espalharam por outros projetos, por exemplo, o vocalista Chris Cornell fundou e lançou quatro discos com ex-integrantes do Rage Against the Machine no extinto Audioslave, além de lançar mais três disco na sua irregular carreira solo,e o baterista Matt Cameron foi efetivado como baterista permanente do Pearl Jam.

O disco, bem o disco é o tipo de álbum difícil, daqueles que você começa a gostar a partir da terceira ou quarta audição, quase não há faixas grudentas e certeiras, não há hits como "Spoonman" ou "Black hole sun", por exemplo. Mas nem de longe isto siginifica que o álbum seje ruim, longe disto, é um álbum muito bom, alias a banda não tentou se reinventar ou parecer moderninha, mais parece um disco perdido da década de 90. As faixas de abertura " Been away too long" e "Non state-actor" abrem o disco a ponta pés, como se a diferença de tempo entre este disco e o anterior (Down on the Upside,1996) não fosse maior do que 1 ou 2 anos, Chris continua cantando maravilhosamente bem, Matt Cameron e Ben Shepherd tocam a cozinha enquanto Kim Thayil assume o destaque das faixas com guitarra técnica e inspirada, já faixas como "By Crooked steps" e "Blood on the valley floor" devem agradar em cheio os antigos fãs da banda com seu tradicional peso, aliás os fãs da banda vão gostar mesmo da faixa " Bones of Birds", composição de Chris Cornell que tem uma introdução marcante no estilo de "Black hole sun" e mescla momentos arrastados e soturnos com refrão pesado, clássica, a faixa "Taree" também tem a mesma proposta, mas não soa tão épica.

Os momentos mais comercias e com cara de rádio do disco são as ótimas "Attrition" que lamentavelmente é muito curtinha(2:46min) e "Worse dreans" que inicia com uma bela linha de baixo com bateria cadenciada, vocal baixo e explode no melhor refrão do disco, Matt Cameron dá um show a parte nesta faixa, na minha opinião esta é a melhor do disco, outras faixa menos inspiradas, remetem ao último disco solo de Cornell, "Carry On" de 2007, casos de "A Thousand days Before" e "Halfway there", já a faixa "Black saturday" ainda não me agradou também, talvez precise ser executada mais vezes até me conquistar. Para encerrar o disco outra bela dobradinha "Eyelids mouth" e "Rowing" são faixas que engrandecem o set do disco e encerram em ótima forma este tão aguardado disco.

Se a banda não nos entregou um novo "Superunknown", clássico de 1994, ela nos presenteou com um ótimo disco de retorno que nos trás esperanças de um futuro mais promissor ainda, e fica a sensação de que a banda nunca devia ter parado, afinal Soundgarden sempre faz parte da elite do Rock.


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