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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Muse - The 2nd Law

nota: 9


The 2nd Law é o sexto álbum de estúdio da banda inglesa, o Muse se consolidou nos últimos anos como uma daquelas bandas amadas por muitos e odiada por outros tantos, talvez por imprimir um estilo próprio de compor, sem nunca deixar de lado algumas das suas principais influências, como Queen, Radiohead e U2. A banda assombrou seus fãs quando anunciou influências de música eletrônica para este novo trabalho, mas as influências não são tantas assim, de cara o álbum nos apresenta a faixa "Supremacy", uma mutação de influências, a música  lembra "Kashimir" do Led em seus momentos de orquestração e tem uma introdução que me fez lembrar "Gasoline" do Audioslave, no mais é um novo épico do Muse, dizem que a faixa seria a trilha do novo filme do 007, mas na última hora preferiram que Adele cantasse, azar dos fãs de Bond. Após este baita cartão de visita vem a balada "Madness", começa lenta com um pouquinho do tal som eletrônico e vai crescendo e ficando boa até terminar numa vibe esperta que faz lembrar muito U2, aí entra a candidata a superhit "Panic Station", baixo a lá RHCP na introdução com batida funkeada no maior clima anos 80, bom solo de guitarra e até trompetes se escuta por aqui, pausa pra respirar na quarta faixa afinal o show recém começou...

A quarta faixa é apenas uma introdução para "Survival", tema das ultimas olimpíadas, que ficou muito melhor recheando um disco do Muse do que tentando carreira solo no evento olímpico, outro épico, esta a lá Queen. Após esta entra "Follow me" a segunda faixa com sons eletrônicos do disco, faixa perfeita para pistas e remixes, ficou boa, pois dá pra notar que ainda é Muse, aí entra "Animals", outra faixa crescente, esta ta mais pra Radiohead, vai ficando boa, ficando boa até que fica pesadona e quando parece que vai entrar um solo matador, termina a música e se escuta apenas umas vozes, com se reclamando de algo, provavelmente do fim da  música, só pode... muito bom. O Clima baixa novamente e vem "Explorers" típica balada do  Muse, muito bonita, deve fazer sucesso tocada ao vivo. A nona Música é "Big Freeze" faixa pop, também com potencial para hit, a música é boa, mas achei obvia demais.

As duas próximas faixas são compostas e cantadas pelo baixista Christopher Wolstenholme, "Save me" é uma balada bem interessante se encaixando bem na seqüência do disco, já "Liquid State" é pesadona com guitarra e bateria alta, porém acho que o vocal não combinou bem com este tipo de Música, na voz de Bellamy esta seria umas das melhores faixas do disco. 
E o tal do post-dubstep, vertente de música eletrônica que eu nunca tinha ouvido falar até então? Ele finalmente aparece nas duas últimas faixas do disco, apenas instrumentais sem letras, a primeira é mais agitadinha e meio robótica, até que é legal, já a segunda parte é mais calma e encerra o disco de forma tranquilinha, olha, as duas faixas são mais interessantes que a sinfônica chatíssima que encerrou o disco anterior, o "Resistance" de 2009. Moral da história, o Muse dá um passo á frente, sem deixar de ser um caldeirão de influências e no mesmo tempo ter sua identidade própria, isto é Muse, e isto ainda é muito bom.




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